8º AULA TEC VOCAL
Voz e Instrumento
Para quem toca e canta, o trabalho é dobrado e a atenção dividida, mas é muito compensador, pela independência e autonomia que nos dá.
No caso do piano ou teclado e voz é mais fácil, não só pela posição, pois ficamos mais eretos e podemos prestar mais atenção ao diafragma e respiração, mas pelo piano ser um instrumento mais completo e não precisar adequar os tons, pela facilidade de qualquer acorde soar bem.
No caso do violão ou guitarra, é um namoro mais difícil, mas muito prazeroso quando se entra num acordo entre o que quer a voz e o que pode o instrumento. Também precisamos prestar mais atenção à postura, para não comprimir o diafragma.
Há quem cante e toque bateria, percussão, acordeon, baixo, etc, mas o trabalho é sempre o mesmo: dividir a atenção entre a voz e o instrumento, da maneira mais harmoniosa possível. Para isso, são necessários estudo e treino, se possível diários.
Você pode escolher entre se aprimorar no instrumento, fazendo solos inclusive, ou só se acompanhar com a parte harmônica e rítmica, deixando a melodia para a voz. Tudo questão de escolha.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
7ºAULA TEC VOCAL Uso do Microfone
7ºAULA TEC VOCAL
Uso do Microfone
Muita gente fica inibida com o microfone, mas para nós, cantores populares, ele é nosso grande aliado. Com ele utilizamos menos força física, podemos lapidar a emissão vocal tirando ou colocando graves, médios e agudos, se a mesa de som for boa. É bom que você se acostume a ser seu próprio técnico, ou ao menos ter uma noção, pois há lugares em que você vai se apresentar que não dispõem de um técnico para o som.
Para isso, plugue o microfone e vá treinando, falando ou cantando, e mexendo nos botões de graves, médios, agudos e no "reverb", o eco. Quando estiver cantando, afaste um pouquinho o microfone quando for emitir agudos ou quiser colocar mais força física e emocional, não afaste demais a menos que tenha uma baita potência vocal e quiser mostrá-lo. Nos graves, aproxime-se mais do microfone. Deixe sempre a boca próxima, mas não grudada.
Cuidado com as palavras com a letra "P", que produz aquele "puff" incômodo, e o "S". Não exagere nas terminações porque ele sibila. No mais, é treinar e se ouvir.
O repertório
Bom, isso vai do gosto de cada um e depende do que você pretende com a música. A maioria das pessoas começa cantando na noite, em bares, ou numa banda que monta com os amigos. Agora, com o videokê, muita gente se descobre também. No princípio a maioria canta ou toca por hobbye, mas existem aqueles que já nascem sabendo que serão músicos profissionais, que estudam desde cedo e já sabem o que querem como músicos, outros descobrem-se mais tarde e outros tem sempre a música como lazer.
Onde você se encaixa? O trabalho com banda é muito legal, pois você aprende a trabalhar em grupo e a conhecer os outros instrumentos. Aí é ensaiar e conseguir lugar para tocar. O trabalho de voz e violão ou teclado é mais intimista, sozinho ou em duplas, ou ainda acrescentando a percussão, ou flauta, fica bom e mais fácil de arrumar trabalho, pois com o videokê diminuiram os espaços para música ao vivo.
Em bares, geralmente faz-se duas ou três entradas de cinquenta minutos, ou quarenta. Descansa-se quinze minutos nos intervalos.
Isso é muito cansativo para o cantor principalmente, a produção da voz é um trabalho físico e emocional que libera muita energia, você deve tomar bastante água natural na temperatura ambiente, antes, durante e depois de cada entrada, para repor os sais perdidos, siga os passos de "aquecimento, etc e higiene vocal". Nos intervalos coma algo leve,uma maçã, uma barra de cereal,que é calórica e não pesa no estômago. Em cada entrada você canta mais ou menos 10, 12 músicas, depende de como as canta, se repete a canção, se o músico sola. A média para 50min são doze músicas.
Se você faz apenas um show, em teatro ou outro espaço, a média da apresentação é de uma hora ou pouco mais, uma hora e vinte. Aí você escolhe umas quinze músicas, pensa nos arranjos, nos solos.
Em videokê você fica limitado ao repertório do local, e deve tentar colocar a música num tom adequado para sua voz, tem lá os comandos que abaixam e levantam os tons, vá tentando, até chegar no mais confortável pra você, testando graves e agudos. Comece tendo um repertório de no mínimo trinta músicas, isso vale pra todos, pra você poder variar, e já as tenha nos tons adequados para sua voz, trabalhe com o músico que o acompanha, o violonista ou tecladista para descobrir esses tons. Já o trabalho próprio é diferente.
Sozinho ou em banda, você tem que acreditar muito em sua música e batalhar para conseguir ser ouvido, pois a maioria das pessoas, como diz um amigo meu, "aplaude a própria memória", ou seja, aplaude aquilo que já conhece, é claro que isso não é uma regra, mas a maioria quer ouvir o que é conhecido. Mas se você pensar que, para aquela canção ter se tornado conhecida, precisou que alguém se dispusesse a ouvi-la primeiro, isso também pode acontecer com a sua. Uma boa dica é mesclar, colocar um pouco de músicas conhecidas e ir intercalando com as suas, até que as suas fiquem conhecidas. Ou se você tem um bando grande de amigos, levá-los sempre que pode para seus shows de canções próprias. O importante é saber que o meio musical é difícil, mas não impossível, é preciso acreditar, estudar e trabalhar muito, ter objetivos bem claros e direcionar-se para eles. Também procure a sua turma, há bares e espaços para todo tipo de música, aproxime-se do que combina com você, com suas idéias e sua música.
Uso do Microfone
Muita gente fica inibida com o microfone, mas para nós, cantores populares, ele é nosso grande aliado. Com ele utilizamos menos força física, podemos lapidar a emissão vocal tirando ou colocando graves, médios e agudos, se a mesa de som for boa. É bom que você se acostume a ser seu próprio técnico, ou ao menos ter uma noção, pois há lugares em que você vai se apresentar que não dispõem de um técnico para o som.
Para isso, plugue o microfone e vá treinando, falando ou cantando, e mexendo nos botões de graves, médios, agudos e no "reverb", o eco. Quando estiver cantando, afaste um pouquinho o microfone quando for emitir agudos ou quiser colocar mais força física e emocional, não afaste demais a menos que tenha uma baita potência vocal e quiser mostrá-lo. Nos graves, aproxime-se mais do microfone. Deixe sempre a boca próxima, mas não grudada.
Cuidado com as palavras com a letra "P", que produz aquele "puff" incômodo, e o "S". Não exagere nas terminações porque ele sibila. No mais, é treinar e se ouvir.
O repertório
Bom, isso vai do gosto de cada um e depende do que você pretende com a música. A maioria das pessoas começa cantando na noite, em bares, ou numa banda que monta com os amigos. Agora, com o videokê, muita gente se descobre também. No princípio a maioria canta ou toca por hobbye, mas existem aqueles que já nascem sabendo que serão músicos profissionais, que estudam desde cedo e já sabem o que querem como músicos, outros descobrem-se mais tarde e outros tem sempre a música como lazer.
Onde você se encaixa? O trabalho com banda é muito legal, pois você aprende a trabalhar em grupo e a conhecer os outros instrumentos. Aí é ensaiar e conseguir lugar para tocar. O trabalho de voz e violão ou teclado é mais intimista, sozinho ou em duplas, ou ainda acrescentando a percussão, ou flauta, fica bom e mais fácil de arrumar trabalho, pois com o videokê diminuiram os espaços para música ao vivo.
Em bares, geralmente faz-se duas ou três entradas de cinquenta minutos, ou quarenta. Descansa-se quinze minutos nos intervalos.
Isso é muito cansativo para o cantor principalmente, a produção da voz é um trabalho físico e emocional que libera muita energia, você deve tomar bastante água natural na temperatura ambiente, antes, durante e depois de cada entrada, para repor os sais perdidos, siga os passos de "aquecimento, etc e higiene vocal". Nos intervalos coma algo leve,uma maçã, uma barra de cereal,que é calórica e não pesa no estômago. Em cada entrada você canta mais ou menos 10, 12 músicas, depende de como as canta, se repete a canção, se o músico sola. A média para 50min são doze músicas.
Se você faz apenas um show, em teatro ou outro espaço, a média da apresentação é de uma hora ou pouco mais, uma hora e vinte. Aí você escolhe umas quinze músicas, pensa nos arranjos, nos solos.
Em videokê você fica limitado ao repertório do local, e deve tentar colocar a música num tom adequado para sua voz, tem lá os comandos que abaixam e levantam os tons, vá tentando, até chegar no mais confortável pra você, testando graves e agudos. Comece tendo um repertório de no mínimo trinta músicas, isso vale pra todos, pra você poder variar, e já as tenha nos tons adequados para sua voz, trabalhe com o músico que o acompanha, o violonista ou tecladista para descobrir esses tons. Já o trabalho próprio é diferente.
Sozinho ou em banda, você tem que acreditar muito em sua música e batalhar para conseguir ser ouvido, pois a maioria das pessoas, como diz um amigo meu, "aplaude a própria memória", ou seja, aplaude aquilo que já conhece, é claro que isso não é uma regra, mas a maioria quer ouvir o que é conhecido. Mas se você pensar que, para aquela canção ter se tornado conhecida, precisou que alguém se dispusesse a ouvi-la primeiro, isso também pode acontecer com a sua. Uma boa dica é mesclar, colocar um pouco de músicas conhecidas e ir intercalando com as suas, até que as suas fiquem conhecidas. Ou se você tem um bando grande de amigos, levá-los sempre que pode para seus shows de canções próprias. O importante é saber que o meio musical é difícil, mas não impossível, é preciso acreditar, estudar e trabalhar muito, ter objetivos bem claros e direcionar-se para eles. Também procure a sua turma, há bares e espaços para todo tipo de música, aproxime-se do que combina com você, com suas idéias e sua música.
6º AULA TEC VOCAL Tipos de Canto
6º AULA TEC VOCAL
Tipos de Canto
Existem dois tipos básicos de canto, com técnicas diferenciadas: o Lírico e o Popular.
O lírico, também chamado de Bel Canto, tem a voz como instrumento - o que emociona é o som, não tanto o texto. É o caminho da virtuose, como a ópera. Exige um esforço físico e emocional muito maior, são horas de treino para ter a voz em boas condições de cantar, há muito trabalho por trás de um cantor lírico, a impostação da voz é bem diferente do canto popular.
O popular, ao qual nos dirigimos neste curso, além do timbre e emoção, importa também o assunto, o sentido da mensagem e o modo como ela é passada (forma, melodia, o sentimento aliado à palavra). Por isso, ao escolher canções para seu repertório, procure ver se o que a letra está dizendo tem a ver com o que você pensa, ou se só está repetindo mecanicamente o que ouve. Isso é importante para você aliar emoção à palavra, para cantar de maneira mais integral, corpo e alma.
Procure a sua forma de cantar, que deve ser única, você pode ter cantores e cantoras como parâmetros mas nunca cantará igual a ninguém, pois para isso precisaria ter a mesma estrutura física e emocional que aquela pessoa. Impossível, certo?
Procure também os estilos que mais gosta. Estes estilos são muitos e variados, dentro da MPB mesmo há diversos estilos. Romântico, pop, rock, samba, blues, heavy, bossa, enfim, você pode cantar em português ou qualquer outra língua qualquer estilo. Invente, crie, pesquise. Procure ouvir muito, ver bons shows, não se atenha só ao que a mídia, como TV e rádio, lhe impõe, há muita música de qualidade excelente que não aparece na mídia.
Procure rádios alternativas e TVs educativas se quiser aprimorar seu conhecimento musical. Busque nos jornais de sua cidade os cadernos culturais, onde com certeza há indicações semanais de ótimos shows, e por fim procure em lojas de CD onde possa ouvir e escolher o quer levar.
Lembre-se que nenhum professor tem o poder de lhe transformar num cantor assim ou assado, ele é só um instrumento para lhe mostrar o caminho, mas o esforço maior para encontrá-lo é seu, pois só você pode saber o que realmente sua alma, mente e corpo necessitam. Se você prefere ser autodidata, recomendo que procure vídeos e livros sobre o assunto, além de ouvir muita música. A dica que posso dar é o livro da Clara Sandroni, "260 dicas para o cantor popular". O curso pela Internet é limitado pois impede a demonstração, por isso você deve procurar um professor em sua cidade, para depois que aprender o básico, tentar sozinho.
Vamos falar um porquinho sobre os elementos básicos da canção, que é o casamento da música com a letra.
Os elementos que estruturam uma composição musical são a Melodia, a Harmonia e o Ritmo. Pode ser só instrumental ou com letra, habituamos a chamar esta última de canção.
Melodia é a sucessão ascendente e descendente de notas, a intervalos e alturas variáveis, formando um fraseado, de forma consecutiva. É o que faz a voz do cantor ou o solista do instrumento.
Harmonia é a sucessão de acordes combinados a partir da tonalidade da canção, que formam a base e a sustentação para a melodia. Acordes são conjuntos de notas combinadas tocadas simultaneamente. É aquilo que faz o violão, o piano, o acordeão, quando acompanham o melodista.
Ritmo é a sucessão regular de tempos fortes e fracos, cuja função é estruturar uma canção. A lei do ritmo baseia-se na divisão ordenada do tempo. As mais comuns são: compasso binário (2/4), ternário (3/4) e o quaternário 4/4.
Existem diversas outras combinações e só um estudo mais aprofundado de música nos dá esse conhecimento. Dadas as nossas limitações, falarei um pouquinho de cada um desses três, mais usados na nossa MPB.
O dois por quatro (2/4) tem o acento forte no primeiro tempo e fraco no segundo, e é muito usado nos sambas e algumas bossas.
O três por quatro(3/4) tem o primeiro tempo forte e os dois seguintes fracos, são as valsas, como por ex: Rosa, de Pixinguina, João e Maria, do Chico Buarque, Romaria, do Renato Teixeira, Coleção do Cassiano, etc.
O quatro por quatro (4/4) é o mais comum, se encontra na maioria das canções. Tem o primeiro acento forte, o segundo fraco, o terceiro meio forte e o quarto fraco. O andamento indica se o ritmo é rápido, lento ou médio. A intensidade, se é tocado ou cantado de maneira suave, mediana ou forte.
A letra tem muita importância na canção popular brasileira, e é bom se pensar na mensagem que está passando quando canta uma canção. A mensagem está na letra e na música, faça as suas escolhas conscientemente, o cantor também é um educador, certo? Já pensou nisso? O que você quer dizer para as pessoas a quem dirige o seu canto? Que emoção quer passar?
Tipos de Canto
Existem dois tipos básicos de canto, com técnicas diferenciadas: o Lírico e o Popular.
O lírico, também chamado de Bel Canto, tem a voz como instrumento - o que emociona é o som, não tanto o texto. É o caminho da virtuose, como a ópera. Exige um esforço físico e emocional muito maior, são horas de treino para ter a voz em boas condições de cantar, há muito trabalho por trás de um cantor lírico, a impostação da voz é bem diferente do canto popular.
O popular, ao qual nos dirigimos neste curso, além do timbre e emoção, importa também o assunto, o sentido da mensagem e o modo como ela é passada (forma, melodia, o sentimento aliado à palavra). Por isso, ao escolher canções para seu repertório, procure ver se o que a letra está dizendo tem a ver com o que você pensa, ou se só está repetindo mecanicamente o que ouve. Isso é importante para você aliar emoção à palavra, para cantar de maneira mais integral, corpo e alma.
Procure a sua forma de cantar, que deve ser única, você pode ter cantores e cantoras como parâmetros mas nunca cantará igual a ninguém, pois para isso precisaria ter a mesma estrutura física e emocional que aquela pessoa. Impossível, certo?
Procure também os estilos que mais gosta. Estes estilos são muitos e variados, dentro da MPB mesmo há diversos estilos. Romântico, pop, rock, samba, blues, heavy, bossa, enfim, você pode cantar em português ou qualquer outra língua qualquer estilo. Invente, crie, pesquise. Procure ouvir muito, ver bons shows, não se atenha só ao que a mídia, como TV e rádio, lhe impõe, há muita música de qualidade excelente que não aparece na mídia.
Procure rádios alternativas e TVs educativas se quiser aprimorar seu conhecimento musical. Busque nos jornais de sua cidade os cadernos culturais, onde com certeza há indicações semanais de ótimos shows, e por fim procure em lojas de CD onde possa ouvir e escolher o quer levar.
Lembre-se que nenhum professor tem o poder de lhe transformar num cantor assim ou assado, ele é só um instrumento para lhe mostrar o caminho, mas o esforço maior para encontrá-lo é seu, pois só você pode saber o que realmente sua alma, mente e corpo necessitam. Se você prefere ser autodidata, recomendo que procure vídeos e livros sobre o assunto, além de ouvir muita música. A dica que posso dar é o livro da Clara Sandroni, "260 dicas para o cantor popular". O curso pela Internet é limitado pois impede a demonstração, por isso você deve procurar um professor em sua cidade, para depois que aprender o básico, tentar sozinho.
Vamos falar um porquinho sobre os elementos básicos da canção, que é o casamento da música com a letra.
Os elementos que estruturam uma composição musical são a Melodia, a Harmonia e o Ritmo. Pode ser só instrumental ou com letra, habituamos a chamar esta última de canção.
Melodia é a sucessão ascendente e descendente de notas, a intervalos e alturas variáveis, formando um fraseado, de forma consecutiva. É o que faz a voz do cantor ou o solista do instrumento.
Harmonia é a sucessão de acordes combinados a partir da tonalidade da canção, que formam a base e a sustentação para a melodia. Acordes são conjuntos de notas combinadas tocadas simultaneamente. É aquilo que faz o violão, o piano, o acordeão, quando acompanham o melodista.
Ritmo é a sucessão regular de tempos fortes e fracos, cuja função é estruturar uma canção. A lei do ritmo baseia-se na divisão ordenada do tempo. As mais comuns são: compasso binário (2/4), ternário (3/4) e o quaternário 4/4.
Existem diversas outras combinações e só um estudo mais aprofundado de música nos dá esse conhecimento. Dadas as nossas limitações, falarei um pouquinho de cada um desses três, mais usados na nossa MPB.
O dois por quatro (2/4) tem o acento forte no primeiro tempo e fraco no segundo, e é muito usado nos sambas e algumas bossas.
O três por quatro(3/4) tem o primeiro tempo forte e os dois seguintes fracos, são as valsas, como por ex: Rosa, de Pixinguina, João e Maria, do Chico Buarque, Romaria, do Renato Teixeira, Coleção do Cassiano, etc.
O quatro por quatro (4/4) é o mais comum, se encontra na maioria das canções. Tem o primeiro acento forte, o segundo fraco, o terceiro meio forte e o quarto fraco. O andamento indica se o ritmo é rápido, lento ou médio. A intensidade, se é tocado ou cantado de maneira suave, mediana ou forte.
A letra tem muita importância na canção popular brasileira, e é bom se pensar na mensagem que está passando quando canta uma canção. A mensagem está na letra e na música, faça as suas escolhas conscientemente, o cantor também é um educador, certo? Já pensou nisso? O que você quer dizer para as pessoas a quem dirige o seu canto? Que emoção quer passar?
5ºAULA TEC VOCAL Dicção e Exercícios para o Controle do Ar
5ºAULA TEC VOCAL
Dicção e Exercícios para o Controle do Ar
Alguns exercícios ajudam a termos a percepção de como podemos controlar o ar na hora do canto, pois muitas vezes jogamos muito ar fora logo na primeira palavra, aí não conseguimos acabar a frase ou desafinamos. Confira alguns abaixo:
Bexiga de ar: Inspirar enchendo todo o pulmão, sem estufar o peito, encher de uma vez só uma bexiga de ar e vedar a saída com o indicador e o polegar. Inspirar de mesma maneira e soltar o ar devagar, em sopro, controlando a saída, ao mesmo tempo em que solta o da bexiga com os dedos. Devem acabar juntos, o seu ar e o da bexiga. No começo é difícil, mas é um ótimo exercício de percepção. Depois tente controlar o ar com as frases longas das canções.
Vela: Acender uma vela, posicioná-la a um palmo da boca; inspirar como acima e soltar o ar, como em sopro, controlando a saída retraindo o abdômen devagar, sobre a chama da vela, sem apagá-la. Procurar manter a chama sempre dançando da mesma maneira, se ela diminuir muito ou apagar, você soprou muito forte, se ela ficou ereta, seu ar falhou.
Freqüência dos exercícios: três vezes cada, três vezes na semana.
Dicção: A boa dicção é muito importante para o canto, pois se você não articula bem as palavras, fica difícil de se entender o que você está dizendo, e se não abre a boca o suficiente, a voz sai anasalada. Um exercício fácil é cantar exagerando na articulação, ou ler textos exagerando, abrindo mais a boca do que necessário, pra que ganhe mais abertura.
Você pode também cantar os vocalizes articulando bem as vogais e consoantes, usando sílabas como:
- TRA, TRE, TRI, TRO, TRU
- BLA, BLE, BLI...
- LARA, LERA...
- VINE...VIVIU
- AU...AI...AÊ...ÓI
- NAU...NOIM...
enfim, invente e articule!
Um bom exercício para "amaciar" e relaxar a boca é fazer uma mastigação de boca fechada e depois aberta, fazendo muita careta, com som de "humm".
2a. voz: A segunda voz é uma mesma frase da canção cantada com notas diferentes da primeira. A mais comum é quando você canta as mesmas notas da primeira frase uma terça acima ou abaixo, ou uma quinta. Muita gente tem essa percepção natural e faz isso sem nunca ter estudado música, mas isso não deve se constituir uma regra. A 2a. voz é qualquer frase cantada com notas diferentes da primeira, mas que soe bonito, harmônico, que combine.
Você pode treinar isso escolhendo canções de algum cantor ou cantora cuja voz se aproxime da sua na extensão vocal, ou seja, que você consiga cantar junto sem fazer muito esforço, então você ao invés de cantar na mesma altura, com as mesmas notas, vá tentando fazer diferente, cantando mais grave ou mais agudo um pouco, procure gravar e ouça com atenção prá ver se soa harmônico, se está combinando.
Trêmulo: O trêmulo, aquela tremidinha no final das frases que alguns cantores fazem, na minha concepção é um recurso natural, da personalidade de cada um, eu desconheço técnica para isso. Se você der uns soquinhos na barriga a voz treme, mas não é natural.
Dicção e Exercícios para o Controle do Ar
Alguns exercícios ajudam a termos a percepção de como podemos controlar o ar na hora do canto, pois muitas vezes jogamos muito ar fora logo na primeira palavra, aí não conseguimos acabar a frase ou desafinamos. Confira alguns abaixo:
Bexiga de ar: Inspirar enchendo todo o pulmão, sem estufar o peito, encher de uma vez só uma bexiga de ar e vedar a saída com o indicador e o polegar. Inspirar de mesma maneira e soltar o ar devagar, em sopro, controlando a saída, ao mesmo tempo em que solta o da bexiga com os dedos. Devem acabar juntos, o seu ar e o da bexiga. No começo é difícil, mas é um ótimo exercício de percepção. Depois tente controlar o ar com as frases longas das canções.
Vela: Acender uma vela, posicioná-la a um palmo da boca; inspirar como acima e soltar o ar, como em sopro, controlando a saída retraindo o abdômen devagar, sobre a chama da vela, sem apagá-la. Procurar manter a chama sempre dançando da mesma maneira, se ela diminuir muito ou apagar, você soprou muito forte, se ela ficou ereta, seu ar falhou.
Freqüência dos exercícios: três vezes cada, três vezes na semana.
Dicção: A boa dicção é muito importante para o canto, pois se você não articula bem as palavras, fica difícil de se entender o que você está dizendo, e se não abre a boca o suficiente, a voz sai anasalada. Um exercício fácil é cantar exagerando na articulação, ou ler textos exagerando, abrindo mais a boca do que necessário, pra que ganhe mais abertura.
Você pode também cantar os vocalizes articulando bem as vogais e consoantes, usando sílabas como:
- TRA, TRE, TRI, TRO, TRU
- BLA, BLE, BLI...
- LARA, LERA...
- VINE...VIVIU
- AU...AI...AÊ...ÓI
- NAU...NOIM...
enfim, invente e articule!
Um bom exercício para "amaciar" e relaxar a boca é fazer uma mastigação de boca fechada e depois aberta, fazendo muita careta, com som de "humm".
2a. voz: A segunda voz é uma mesma frase da canção cantada com notas diferentes da primeira. A mais comum é quando você canta as mesmas notas da primeira frase uma terça acima ou abaixo, ou uma quinta. Muita gente tem essa percepção natural e faz isso sem nunca ter estudado música, mas isso não deve se constituir uma regra. A 2a. voz é qualquer frase cantada com notas diferentes da primeira, mas que soe bonito, harmônico, que combine.
Você pode treinar isso escolhendo canções de algum cantor ou cantora cuja voz se aproxime da sua na extensão vocal, ou seja, que você consiga cantar junto sem fazer muito esforço, então você ao invés de cantar na mesma altura, com as mesmas notas, vá tentando fazer diferente, cantando mais grave ou mais agudo um pouco, procure gravar e ouça com atenção prá ver se soa harmônico, se está combinando.
Trêmulo: O trêmulo, aquela tremidinha no final das frases que alguns cantores fazem, na minha concepção é um recurso natural, da personalidade de cada um, eu desconheço técnica para isso. Se você der uns soquinhos na barriga a voz treme, mas não é natural.
Assinar:
Postagens (Atom)